Territorialização

 No dia 26/11/2025, realizamos o trabalho de territorialização no bairro da UBS de Porto Belo, localizada na Rua Zacarias Vitalino da Silva. Começamos com o professor Wesley orientando como faríamos cada etapa: primeiro escolhendo a rua, em segundo a divisão dos grupos e com qual lado da rua ficaríamos. Ele sugeriu que pegássemos alguma rua para cima da UBS, pois a maioria dos grupos já havia pego as ruas de baixo, sendo orientados também a escolhermos alguma rua mais carente. O professor nos deu uma ficha com perguntas-chave que deveríamos fazer, sendo reforçado e relembrado o que aprendemos em sala. Não devemos ser mecânicos nesse trabalho, podemos fazer um "jogo de cintura" com o residente da casa para que se abra mais conosco, porém sem forçar algo que não tivemos abertura.

Nosso grupo era composto por Ana Carolina, Carla Cristine, Ellen Magri e Raissa Dias. Escolhemos o lado direito da Rua Rosângela da Silva; o restante do grupo ficou com o lado esquerdo. Seu estado era bom, não houve muitas queixas, mas uma em questão era frisada em todas as casas: a falta da rede de esgoto. O método utilizado pela rua é a fossa; fazem anos que é esperada a substituição. Havia 27 casas na rua, em média 3 moradores por casa, de 43 a 69 anos de idade. No nosso lado, 7 casas foram atendidas, tendo casos em que os residentes não estavam e casos que estavam, porém não queriam atender. As doenças crônicas mais observadas foram diabetes e hipertensão, e não crônicas, a dengue foi a mais citada. A maioria dos residentes possui a casa em bom estado, tendo apenas uma com condição mais carente, que estava em reforma no dia. Foi observado que muitos não utilizam os serviços da UBS por não necessitarem (possuem algum plano particular, em maioria a Unimed) ou não se agradam com os serviços. Em sua predominância, as queixas foram: a falta de recursos, falta da ACS passar na rua e descaso dos profissionais com os pacientes.

Quando terminamos a última casa, o professor pediu para nosso grupo esperar o outro grupo finalizar. Após isso, nos reunimos e ele perguntou sobre o que achamos do trabalho e se tivemos alguma dificuldade no processo. Nosso grupo estava em consenso: não tivemos dificuldades que fossem suficientes para nos atrapalhar. Houve apenas um ato curioso: uma senhora que falava nossa língua fingiu falar uma língua estrangeira quando nos apresentamos e comentamos sobre o nosso trabalho. O outro grupo relatou sobre os idosos conversarem bastante e terem dificuldade em passar para as seguintes casas. E, por fim, tiramos fotos juntos para guardar esse dia tanto para a faculdade como para a vida.





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